O lugar do nada





Tenho lido, refletido sobre textos de urbanismo e conversado com urbanistas, sob a ótica da land-art no contexto do urbanismo percebo com nitidez coisas.


Plano de Bedolina, Seradina, Lombardia antiga carta topográfica,
remonta a Idade do Bronze, distingue as casas da vila, o mosaico
dos campos cultiváveis, os muros de separação e mais detalhes.

L.Costa concebeu o plano diretor, O. Niemeyer a arquitetura, duas coisas bem diferentes, cito esse caso, querendo procure outros, arquitetura social ou sociabilizante é elementar e é bobagem pensar que ela muda alguma coisa. Essa arquitetura não tem nada a ver com planejamento urbano, é a coalescência que mantém o dinamismo, faz os sentimentos criarem valôres e distribuir funções, apaziguando tensões.
Pensar arquitetura social como planejamento urbano é o mesmo que imputar aos ready-made a necessidade de humor.
Todos, arquitetura, urbanismo e ready-made necessitam do consumo humores.

Vazio que marca - land-art

O vazio cheio de espaço que ocupa o lugar do cheio.






Pontos infinitos por retas no espaço.

Aos pares retas infinitas nos planos.


Pedras fragmentos de Pedra, lugares,
vazio composto de cheios
cheios formados entre outros
pelo vazio de lugares. Vazios de si.

Não aplacar nunca



É possível ordenar ou dar controle à expressão?
No desenvolvido anteriormente há a necessidade de um encontro com o espaço.
O espaço é censurado por via de regra, se não houver o atrevimento do embate não tem como embastiar o espírito ao deleite.
Claro, não é no embate irracional a ordenação da intenção, orientou-se num mapa seguindo uma rota ao ponto de chegada.
A chegada pode desagradar, mas o percurso enfastiou o espírito
até o extermínio da dúvida.
O escuro ficou
claro.

A Visibilidade do invisível

Pela ponta da batuta e pelo olhar do maestro percebo o vigor do desejo obstinado pela vontade do querer decifrar um sentimento expresso por um pensamento, escrito em um momento para um som, ocupando o espaço, através da razão, mas ainda é pouco.

Daí inicio à pesquisa da Visibilidade do Invisível, começada em Agosto, tema da minha próxima exposição para 2008, ainda sem lugar definido.
Deveria ter anotado o nome o maestro, retirei a foto do NYTimes.

Absolutamente nenhuma

O que é absolutamente necessário na pintura não faz falta nenhuma, serve apenas para mostrar o que já era visível.
Como o pintor mostra só o que vê, suas preferências, moderação poderia refletir palpitação, testemunho de insegurança.
Talvez a imperfeição encontre caminhos conforme os contornos expressam as formas, daí os que buscam sua realidade dificilmente a imperfeição supera a perfeição.

O ângulo da visada

O lugar do ângulo.
Na cruzada, o ponto.
O ponto no lugar.
Nos pontos o espaço.

Gn 22.2

ISAQUE/MORIÁ

Modishness

Com há os "Monuments of Passaic" do Smithson em New Jersey e o "Complex One" do Heizer em Nevada, encontrei algumas peças aqui em São Paulo.


É muito curioso a idiossincrasia desse 2 artistas para com a atualidade, apesar do descompasso do tempo entre ambos.

Mãe é Mãe


Tenho um amigo que diz: Mãe que é mãe é virgem.
Tremenda bobagem, mãe nenhuma é.
O certo é: Mãe que é mãe tem que ser bonita, passear de carro esporte conversível como a minha.
Casou, vendeu o carro e eu nasci.

O que procurar?

Deus ou religião?