Maravilhas de DEUS - 2

Quem é o escultor ?

Pensando em vermelho

video

IØ das obras, tinta 17 - 4/4


Foto de Eduardo Lunardelli, Praia de Ibiraquera, em frente a Ilha do Batuta - março 2008
para estudo de uma intervenção na paisagem.


H. Matisse, Dance - 1909




Gordon Matta-Clark, Day's end - 1975
Pier 52 - NY










More explanation, see another my post: TOPOS

Olhares



1















2
















3
















4
















5
















Infinito

s

lugares.

IØ das obras, tinta 17 - 3/4


Foto de Eduardo Lunardelli, Praia de Ibiraquera, em frente a Ilha do Batuta - março 2008

Estudo de intervenção na paisagem, segundo instruções decorrentes de estudo de intervenção na paisagem, conforme interpretação da intervenção na paisagem pela representação da intervenção na paisagem.
A intervenção investiga com interpretações na representação da paisagem no olhar
determinado pela história, a história da representação da paisagem pela interpretação da intervenção na paisagem.




The skyland - Sky Watch Friday

The sky is not the sky,
it's another land.
You can live in that land,
if you can see another sky.

> EXITLAND <




16Th march 1972

Há aspectos importantes para a compreensão da história. O primeiro é a individualidade ou unidade do fato histórico, o segundo a correlação do fato com outros fatos e terceiro o significado ou importância que o acontecimento possui. Esses três aspectos nos fazem ter uma compreensão do desenvolvimento da história no que tange a formação de uma historiografia. Ainda, para a formação de uma historiografia há outros aspectos a serem considerados.


O conhecimento histórico é perspectivista, não podemos afastá-lo do passado, devemos entendê-lo no seu tempo e lugar, sem assimilá-lo ou reduzi-lo a presente.


Um exemplo, não podemos adjetivar as pinturas de Paolo Uccelo no século 15 como “pinturas de paisagens” naquele tempo, não eram paisagens. Não se conhecia o conceito de paisagem, eram pinturas que identificavam topografias, eram pinturas topográficas.



Temos que nos transpor para a época histórica para compreendê-la.
É individualizante o fato para a historiografia, pois há os paramentos cronológicos e geográficos.


E por último, o aspecto seletivo, o historiador deve fazer uma escolha na infinita variedade de relações reveladas pelos acontecimentos passados para montar a sua historiografia.


Essa montagem poderá ser por uma diversificada gama de abordagem críticas : formalista, sociológica, historicista e tantas outras pertinentes e inter relacioná-las conforme a montagem histórica.



Deve-se escolher o que é importante ou fundamental para a história que irá explicar aquela cultura. Sobre a cultura há dois significados, um, a cultura como a formação do homem, sua melhoria e seu refinamento, outro o produto desta formação, conjunto dos modos civilizados de viver, e de pensar.


A cultura é formativa deve estar aberta para o futuro, mas ancorada no passado, na possibilidade de abstrações se funda operacionalmente pela capacidade de efetuar escolhas ou abstrações que permitam confrontos. O objetivo de um patrimônio cultural, não será ser só o de constituir acervo documental ou a formação da magnanimidade do antes para o depois, o agora.


A natureza do processo cultural, sempre se renova, orientando para a importância de uma destinação mais ampla e fecunda para esse patrimônio. Precisa na partida para as criações culturais do presente, como recursos fundamentais a incorporar nas atividades criadoras intelectuais e sensíveis futuras.



E o conjunto de culturas, é a civilização estruturada pelas técnicas, pelas formas simbólicas, arte, religião, moralidade e filosofia, e em simbioses formando: instituições econômicas, jurídicas, políticas, religiosas, e educacionais. Segundo Spengler a civilização é o aperfeiçoamento como fim primeiro da cultura.


Sobre a historiografia operativa do movimento moderno na arquitetura, consideramos alguns pensadores. Lászlo Moholi-Nagy, no livro “Dos materiais da arquitetura” de 1929, como uma autêntica gramática de desenho moderno,baseava-se nas idéias de pura visibilidade de Wölfflin, centrada nas investigações do renascimento e do barroco, estabelecendo cinco grandes categorias: linha e pintura; desenvolvimento em superfície e profundidade; forma fechada e forma aberta; multiplicidade e unidade; claridade absoluta e claridade relativa. Antes, as sementes da pura visibilidade frutificaram nas teorizações de Benedetto Croce, que nos leva até Lionello Venturi, Edoardo Pérsico, mais tarde a Giulio Carlo Argan e Ernesto Nathan Rogers, até abrir o horizonte para as teorias e histórias formuladas por Manfredo Tafuri e Aldo Rossi. Argan estabeleceu que devemos investigar as origens da arquitetura moderna no pensamento iluminista do século 18 e na Revolução Francesa. A arquitetura sendo uma arte, torna a história da arte com a única ciência possível para idear o encontro dela com as artes.




Nesse interregno Walter Gropius estabelece um sentido racionalista para uma produção arquitetônica, sendo inevitável não ater-se as condições técnicas, sociais e intelectuais da época, criava um método internacional, rechaçava a possibilidade de um método de um estilo moderno, afirmando: “a maioria dos indivíduos tem necessidades análogas”.







Outra plataforma histórica da modernidade possível surge com Mies Van der Rhoe, sintetizando as vanguardas plásticas do expressionismo alemão, suprematismo, e a decomposição da casa de Frank Lloyd Wright, amalgamadas em sua arquitetura personalíssima, numa concepção estruturalista e autônoma da arquitetura.



Como marco da arquitetura moderna, Le Corbusier caracterizado por uma tradição cartesiana funcionalista segundo um racionalismo extraído da estrutura gótica analisada por Violet-le- duc, propõe uma síntese entre o novo universo das máquinas e as grandes obras do passado greco-romano.




Contrapondo-se a Le Corbusier, há Frank Lloyd Wright, seguindo numa historiografia da arquitetura moderna abolindo os conceitos internacionais, para estabelecer uma estreita relação com a sociedade americana do norte. Defende Frank Lloyd, como seu colega Louis Sullivan um funcionalismo orgânico e não racionalista da arquitetura, pensando numa natureza orgânica da máquina.




E no convencimento do moderno, sintetizando as tecnológicas com as novas formas e o respeito em compreender a arquitetura colonial brasileira e ainda reinterpretando os conceitos das culturas das belas artes como um caráter, está o Lucio Costa. Pensando uma historiografia crítica de análise da arquitetura moderna, avistamos Sigfried Giedion, centrada em dois conceitos chaves: a idéia básica da transcendência da técnica e a mecanização na evolução da arte e da arquitetura, manifestada por sua formação de engenheiro e pelo doutoramento em história da arte.


Giedion estabelece uma teoria do espaço em 3 idades distintas: Egito, Mesopotâmia, Grécia aonde vão surgindo interstícios espaciais aonde a figura humana nas esculturas vão ganhando dinamicidade e ligeireza, até a segunda idade dos espaços interiores do período tardoromano findada no século. 19 e por último os espaços modernos, nascidos pelas novas técnicas do aço, concreto, vidro, caracterizado pela relação dos interiores e exteriores como novo espaço – tempo desdobrado em uma nova monumentalidade, defendendo uma nova imaginação socio-espacial, satisfazendo os desejos de identificação coletiva do homem. Mas outras análises críticas surgirão sobre o moderno na arquitetura, Nikolaus Pevsner no consagrado livro Pioneiros do Desenho Modernos é o primeiro a utilizar o termo movimento moderno, o primeiro no caráter autoral, não olímpico. Destaca Pevsner a importância do Art-nouveau e as novas técnicas das estruturas metálicas baseadas na honestidade dos materiais, na tecnologia e o espírito dos tempos que desabrochavam no Desenho Industrial e na decoração moderna naquela arquitetura.


Com os anos transcorrendo, Bruno Zevi graduado em arquitetura em Harvard, sob a direção de Walter Gropius identifica a arquitetura da escola de Chigago e a arquitetura supra citada de LLyod Wright, contribuindo para uma grande aportação teórica sobre o organicismo.


Nos anos 40 detectando a arquitetura sul americana está o inglês James Maude Richards e o americano Henry- Russel Hitchock (Moma/FLW) que também sintoniza a arquitetura moderna entre as ciências do passado, destacando que a arquitetura moderna não é incompatível com a admiração do antigo. Em continuidade com a critica a arquitetura moderna situamos Reyner Banham na Inglaterra e Leonardo Benévolo na Itália, ambos confiando nas aplicações tecnológicas e a importância da função social da arquitetura.


Banham defendendo um funcionalismo radical de Buckminster Fuller, contra um formalismo maquinista de Le Corbuiser, chegando a defender propostas de uma arquitetura nômade idealizada pelo grupo Archigram.

Por sua vez Benévolo está convencido na continuidade das teses modernas, com visão sociológica e tecnológica de Hauser e Giedion. Considerava que a arquitetura moderna
surge nos movimentos revolucionários de século 19 e nas idéias de Willian Morris.



Benevolo parte de uma visão marxista das infra-estruturas políticas e econômicas nos mecanismos de produção, evolução das técnicas e nas dinâmicas sócio econômicas entendo a arquitetura e o urbanismo como parte da política.





A história é sempre história de homens ao ocupar-se de fatos ou de artes, ocupa-se, na medida que ambos são feitos pelos homens. Se feitos pelos homens, as cidades com um traçado regular ou não, numa distribuição ordenada de funções públicas e privadas, conjuntos de edifícios representativos e utilitários criam espaços e espaços figurativos segundo Francastel, (Plano Haussman/Paris , Ville Radieuse, Plan Obus/Argel, Broadacre, Cite Industrielle, Plano de Brasília e tantos outros) é a história e com muita diversidade cultural
O conhecimento do espaço físico construído pelo homem é necessariamente a realidade atuante na sua historicidade-artisticidade, já que no fazer artístico existe uma solidariedade de princípios cuja raiz comum é a consciência do valor do fazer humano. E sobre, o que crê ser e dever ser, a arquitetura como forma, função, construção e relação com um contexto físico e social é sempre de uma cultura evidente.


Como na história e suas variegadas versões críticas, na arquitetura moderna surgiram ideologias versando dentro de um centro convergente, eram as variantes interpretativas nas ciências, tecnologias, e nas variantes sócio-políticas das culturas. O grupo inglês Archigram ligado ao americano Fuller que deleita-se na chamada era espacial; os metabolistas japoneses, não distinguindo o edifício individual e a malha urbana; o grupo italiano Superstudio com uma visão poética; o grupo holandês com seus espaços polivalentes e mais tantas outras ideologias, todas elas aprimorando a modernidade.


E isto posto, temos de um lado, a natureza ao alcance dos sentidos, ao alcance da mão e de outro, a natureza ao alcance do intelecto e da tecnologia. Porém o intelecto e a consciência do homem são a “quinta-essência” da natureza tomada com um todo. Razão por que tudo se liga e entrosa, o desenvolvimento científico e tecnológico, quando livres de seguir sua própria tendência em busca de uma conclusão normal, não pode ser contra o homem, uma vez que ele é a peça chave desse processo, no qual o drama da vida se insere, como diz Lucio Costa.


O Conjunto habitacional Pruitt-Igoe de Saint Louis projetado por Le Corbusier, e devido ao alto grau de insociabilidade presente foi implodido em 16 de março de 1972, esta data é considerada como marco símbolo o fim do modernismo. Simultaneamente Kurokawa no Japão propõe sua torre cápsula, remetendo a formas simbólicas de objeto de consumo, bem como, Paco Rabane com suas roupas em placas metálicas anos antes.

A transformação político-econômico do capitalismo no final do século 20, marcada pela incerteza, pela confusão, erro e pelo fanatismo selvagem do regime de acumulação falacioso que alterava os valôres sociais. O mercado de trabalho passava por uma radical reestruturação. O aumento da competição e redução das margens de lucro, enfraquecimento do poder sindical, e a nefasta globalização negativa amplamente explicada por Paul Singer, tornavam os mercados extremamente gananciosos de poder.



Assim adentramos no Pós-modernismo, identificado como coisa independente e autônoma a ser moldada segundo objetivos e princípios estéticos que não têm necessariamente nenhuma relação com algum objetivo social abrangente salvo talvez a consecução da intemporalidade e da beleza desinteressada como fins em si mesmas.


Essa observação de Harvey evidenciando uma beleza desinteressada, não se alinha com o pensamento político-social do momento histórico é o que penso, pois surge numa monumentalidade afeccional. Explico, quando debuta o pos-modernismo estávamos atravessando uma desestruturação econômica e social promovida pelos conceitos taylorista, pelo fordismo e o descontentamento do Terceiro Mundo com os processos de modernização, desiludido pelas promessas e opressão cada vez mais acentuada pelo capitalismo, que se tornou uma espada de samurai afiada em ambos os lados, perigosíssima. Esse capitalismo formado por capitais internacionais que se movimentam numa velocidade nunca imaginável, reduzindo as diferenças entre os descompassos das moedas em suas praças, em ganhos gigantescos.


No mundo altamente competitivo não são apenas os produtos com altas tecnologias aplicadas que se auto promovem, mas as imagens corporativas, que passam a ter um caráter essencial em termos de marketing, o que interessa é o lucro advindo da imagem incorporada. Essa arquitetura inserida nesse conceito proporciona a obtenção de vantagens de toda ordem, querendo sempre procurar manter a evidência, torna-se uma reserva de capital. A filosofia pós-modernista, insistindo no abandono ao projeto do Iluninismo em detrimento da emancipação humana, criou uma relação muito confortável com os centros de poder hegemônicos.

Aqui cabe uma observação de uma interpretação feita pelos pós-modernistas, contrapondo-se com Frank Lloyd, que dizia, o arquiteto além de dever compreender o espírito de sua época deve iniciar o processo de sua mudança, completaria Lucio Costa afirmando ser o homem o centro da questão. Essa estética pós-modernista depende fortemente do posicionamento do artista-arquiteto diante desses processos de mutação. É necessário êle examinar os pontos generalizantes, defini-los com clareza e discernimento de objetivos, pois fazendo parte da história, compondo uma cultura, sua expressão é formativa de relações de produção globalizantes, que se não estudadas com altruísmo será somente midiática e mitificada. É preciso recalcitrar a arquitetura somente como uma Bela Arte e a reconheça como a primeira das técnicas urbanas, à qual cabe toda a responsabilidade da gestão espacial da cidade e de suas transformações.


Habermas aceitando a pós modernidade propõe, sua Teoria de Ação Comunicativa, instigando ao espaço público como local predicamental para a solidariedade entre os homens, é uma das idéias.

IØ das obras, tinta 17 - 2/4 - land-art

Foto de Eduardo Lunardelli, Praia de Ibiraquera, em frente a Ilha do Batuta - março 2008

Estudo de intervenção na paisagem, segundo instruções decorrentes de estudo de intervenção na paisagem, conforme interpretação da intervenção na paisagem pela representação da intervenção na paisagem.




IØ das obras, tinta 17 - 1/4

Foto de Eduardo Lunardelli, Praia de Ibiraquera, em frente a Ilha do Batuta - março 2008

Estudo de intervenção na paisagem, segundo instruções decorrentes de estudo de intervenção na paisagem.

Nunca erro o caminho

Cansado atravesso a ponte.
Vou prá casa.



Benvindo eu me sinto.
O caminho é longo.

Até a escada, atravesso a porta.


Chego à janela, estou em casa.







30 ANOS


I am sorry, children.

Arte como séria

Todas as partes compõem o necessário.

Estuda-se um pensamento, um achamento, um acontecimento, os fenômenos físicos, ou qualquer coisa em qualquer tempo, em qualquer lugar, até uma emulação a sobrelevar, depois o artista expressa esses estudos artisticamente compondo uma história.
Se se perdem, acham as melhores coisas, pois há disciplina, eis como escrevem sua história.
Circunscrever a similitude, registra a simplicidade do afeto a feição ao feito à perfeição.

Iniciados os estudos, as ciências serão apenas para sua "capacitação benevolente".

A brevidade relativa ignora e despresa o agradável, além disso as exigências para o alcance da intenção almejada, fazem com que o labor se consuma na sua invenção.
No período do desenvolvimento, a meio caminho entre o começo e a degenerescência, em algum momento, surge o durável, que aparece para o contentamento do plasmado.

Na exaurição consumada, meritóriamente comentada mesmo na irrelevância, a menção ou não das oportunidade do estudo, a história foi contada.